Pesquisas

Políticas de substituição tecnológica: do trabalho docente à escola pública?

Como o anterior (“Dimensões da substituição tecnológica nas políticas educacionais: o caso da Secretaria Municipal do Rio de Janeiro”), este projeto está centrado no movimento de expansão de um modo específico de incorporação educacional das tecnologias da informação e da comunicação (TIC): o que as concebe em lugar dos processos historicamente constituídos.
Formular a noção de “substituição tecnológica” permitiu superar as abordagens restritas ao modus operandi das propostas, remetendo à expropriação do trabalho docente, seja ela total, como no ensino à distância (EAD), seja parcial, pela utilização intensiva, muitas vezes imposta pela avaliação, de materiais de ensino relexicalizados como “objetos de aprendizagem”.
O movimento atual sugere a extrapolação do trabalho docente, adquirindo dimensão institucional. Os atuais discursos das políticas educacionais, capitaneados pelo empresariado, como em “Todos pela educação”, são constituídos por um suposto filantropismo, sugerindo que a precariedade das escolas possa ser vista como obstáculo contornável pela intervenção das grandes plataformas (GAFAM: GoogleAppleFacebookAmazon e Microsoft).
Do “ensino remoto emergencial”, a tendência tem sido a de defender o “ensino híbrido”, em um enredo de simplificações que atingem diretamente a escola pública. Este movimento, expresso por aspectos semânticos, sintáticos e pragmáticos, é a hipótese de trabalho que sustenta o presente projeto.


Período: []

Coordenador(es): Raquel Goulart Barreto

Compartilhe esta página: